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Saint Gemain

Padaria e Confeitaria

comemora os resultados do investimento e aponta os benefícios da automação

Saint Germain Padaria e Confeitaria Saint Germain comemora os resultados do investimento e aponta os benefícios da automação. Funcionários também aprovam o sistema de automação. Aproveitar uma situação para tirar dela o melhor proveito e, principalmente, para lucrar com ela. Foi exatamente isso o que os proprietários da Padaria e Confeitaria Saint Germain fizeram no início de 1999. Com a chegada do prazo de adequação do ECF, eles resolveram não apenas comprar impressoras fiscais mas também investir num sistema de automação comercial completo.

Segundo Wagner Ferreira, um dos quatro proprietários, desde 1994 já havia a intenção de automatizar as três lojas, duas em Curitiba e uma em São Paulo. “Mas deixamos a tentativa para mais tarde, pois na época não havia nenhum sistema que fosse adequado ao setor. Os processos específicos para supermercados e restaurantes não servem para essa área. O trabalho em uma padaria é muito complexo, com serviço de copa, venda direta, frios, pães e mais produção. Para completar, naquela época os leitores ópticos tinham preços exorbitantes.” Com a obrigatoriedade do ECF, eles tiveram de voltar a pensar no assunto e resolveram pôr a idéia em prática.

As primeiras unidades a receber as novidades foram da capital do Paraná. Depois das duas lojas curitibanas, foi a vez da Saint Germain da capital paulista.

Os benefícios do investimento não demoraram a aparecer. Com a automação de toda a frente de loja, ficou mais fácil administrar os mais de 2.500 produtos vendidos na padaria e a produção média de 6 mil unidades de pães franceses comercializados por dia. “Antigamente, tínhamos uma noção do consumo, hoje temos o dado exato de quanto está sendo vendido. Com isso, é possível diminuir a perda, pois sabemos quais produtos vale a pena produzir e em quais horários.”

Logo na entrada, em vez da comanda de papel, o cliente recebe um cartão com código de barra e com um sensor de segurança. Todo o seu consumo é registrado nesse cartão. A quantidade de pães franceses, de lanches e de outros produtos é calculada nos microterminais e carregada no cartão. Frios e pães que têm o seu preço associado ao peso são colocados na balança, que emite uma etiqueta com o código de barras mais o preço total por quilo e as datas de validade e de corte do produto. Esse código de barras é escaneado e passado para o cartão.

A balança, além de pesar e de emitir a etiqueta com todas as informações que o Código do Consumidor determina, também é equipada com um visor multimídia que indica, além do peso e do preço, o nome e o tipo de produto que está sendo pesado. “Pensamos em tudo para deixar os nossos clientes mais seguros em relação ao nosso serviço.” Caso ele tenha dúvidas com relação ao seu consumo, isto é, caso ele queira saber quanto gastou antes de chegar ao caixa, nos microterminais de consultas e de compra é possível verificar os produtos que foram registrados no cartão.

O novo sistema foi aprovado pelos clientes. “Hoje, eles sentem mais confiança no cartão de código de barras. Antes, os funcionários precisavam decorar os preços dos produtos e, em caso de dúvidas, verificavam numa tabela. Agora, como todos os produtos estão cadastrados, o valor pode ser consultado via terminal. Nossos atendentes também não perdem mais tempo para anotar o preço na comanda.”

Na saída, o cliente entrega o cartão ao caixa. Tão logo este passa o scanner, aparece no visor o valor e a discriminação da compra, informações que também são impressas no cupom fiscal. Com isso, o sistema de pagamento ficou mais ágil e as filas, que geralmente se formavam na hora de maior movimento em frente ao caixa, já não acontecem. “O tempo de pagamento é o mesmo para quem comprar um produto ou 30 produtos, pois as informações estão no cartão.”

O velho ditado segundo o qual o cliente satisfeito volta sempre foi confirmado na Saint Germain. O movimento da loja aumentou depois da implantação desse sistema de atendimento.

Mas a automação da padaria não ficou restrita apenas à frente de loja. O projeto também passou a contar com sistemas de segurança e de prevenção de perdas. Na saída, foram instaladas antenas de segurança que detectam se o cliente tenta sair sem pagar, disparando um alarme.

Até mesmo problemas devido à falta de energia foram previstos. Foi instalado um no-break que garante o funcionamento de todos os equipamentos, inclusive o das balanças, durante até cinco horas sem energia elétrica.

Os benefícios apontados por Ferreira não param aí. A automação da loja também ajudou a empresa a criar um sistema de fidelização. As antigas cadernetas utilizadas para anotar as compras dos clientes mais assíduos foram substituídas pelo cartão VIP. Não é apenas a caderneta que foi substituída. Velhos costumes também foram modernizados.

No serviço de copa, o tradicional grito “Solta um X salada no capricho” foi trocado por um aviso que tem origem no terminal do atendente e sai impresso no local onde são montados os lanches. O sistema de automação facilitou a tal ponto o dia-a-dia de trabalho dos funcionários, devido à simplicidade de sua operação, que estes aprovaram plenamente a sua implantação. “Nossa melhor vendedora só estudou até o terceiro ano do antigo primário e tem mais de 50 anos. Hoje, ela está ainda melhor e muito mais ágil”, termina Ferreira.

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